sábado, 22 de junho de 2013

Paranoia

           Na noite da quinta-feira (20), indo em direção à Prefeitura de Sertãozinho, junto aos manifestantes, para protestar contra os políticos. Na rua Epitácio Pessoa, vejo a repórter da EPTV Murieli Fernandes perto de um poste, observando as pessoas passarem, e noto que o microfone dela não tem canopla, aquele cubo que mostra a logo da emissora. Comento com uma pessoa ao meu lado que aquela era repórter da “Globo”, e o rapaz logo grita: "Repórter da Globo aqui!". Ninguém reage.
 
          A estratégia da emissora de tirar esse adorno dos microfones seria para proteger a integridade física dos jornalistas durante a cobertura dos atos. Isso principalmente depois que Caco Barcelos e outros repórteres da vênus platinada foram hostilizados.
 
          O cientista político Carlos Novaes, no Jornal da Cultura dessa sexta-feira (21), disse que, especificamente, os jornalistas da Globo são alvos por causa da empresa que trabalham, que teve um papel de manutenção da ordem ditatorial.
 
          Mas me questiono se essa medida, de trabalhar sem identificação no interior de São Paulo, ainda mais de uma emissora que não é propriamente dita a TV Globo, faz sentido. Afinal, uma equipe de reportagem é facilmente percebida, e o repórter, independente do veículo em que trabalha, também é simples de ser reconhecido, mesmo que as pessoas não saibam o nome do profissional, mas sabem que aparece na televisão.
 
          Outros jornalistas cobriram o protesto em Sertãozinho todos pomposos, fazendo entrevistas e gravando imagens para o off, isso em um clima um pouco carnavalesco que teve o ato no munícipio. As pessoas não estavam lá para impedir ninguém de trabalhar.
 
Leonardo Oliveira dos Santos
Estudante de Jornalismo em Ribeirão Preto/SP
Morador em Sertãozinho/SP
 

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